segunda-feira, 8 de novembro de 2010

[Pt 1/4] Entrevista Exclusiva à Tradutora!


Está uma soalheira manhã de sábado no Campo Pequeno, em Lisboa. Saímos da estação do metro, um toque à tradutora portuguesa de Haruki Murakami - Maria João Lourenço -, «Bom dia! Onde é o café?», e após alguns minutos de desencontros, por fim o momento em que nos juntamos. A Maria João brinda-nos com uma simpatia ímpar, e se ainda não estávamos totalmente à vontade com a ideia de fazer esta entrevista presencial, sem dúvida que a hesitação se dissipou após aquele momento. O interior do café é inspirador. «Onde nos sentamos?», e a Marta: «Aquela mesa tem mesmo aspecto de entrevista». Não sei se foi da mesa, ou se de outros factores, mas a verdade é que acabou por correr muito bem. Deixamo-vos com a primeira de quatro partes desta hora e meia de conversa, que iremos publicar semanalmente aqui no blog. Esperamos que gostem, e manifestem os vossos comentários.


MPT - Queríamos começar por perguntar quando ocorre o primeiro ponto de encontro entre a Maria João e o Haruki Murakami. Quando ouviu o nome pela primeira vez… falamos de que ano?

MJL - O “Háruki” Murakami porque é acentuado a sílaba “Há” em Haruki”, mas n
ós em Portugal dizemos sempre “Harúki” Murakami. No seu livro “Haruki Murakami and the music of words”, Jay Rubin, que é um dos seus três tradutores da língua inglesa, acentua isso. Eu tenho sempre dificuldade com datas… o primeiro livro que traduzi dele foi o “Sputnik Sweetheart” [Sputnik, Meu Amor]…

MPT - Leu alguma coisa dele antes de traduzir…?

MJL - Tinha lido aquele livro que ficou depois conhecido por “Crónica do Pássaro de Corda” – por ter sido o primeiro, continua até hoje a ser o meu preferido. Foi uma coincidência muito grande o facto me terem dado o Murakami para traduzir. A primeira edição (com uma bela capa do Tiago Cunha, depois começaram a ser feitas pela Maria Manuel Lacerda, excepto “A Crónica do Pássaro de Corda”, que tem a marca da Neusa Dias) do “Sputnik Sweetheart” - ainda na Editorial Notícias, que era como se chamava a Casa das Letras - é de 2005. Eu devo ter começado a traduzir em 2004… portanto, tinha-o lido para aí dois anos antes. Foi um livro que eu achei fascinante, e continuo a achar. É um livro fora de série, daqueles livros que marcaram o autor como um autor diferente de todos aqueles que eu já tinha lido até então. Estava numa fase de mudança da minha vida quando mo deram para traduzir, porque sou jornalista. Tinha traduzido um livro 20 anos antes, do George Pompidou [“O Nó Górdio”], traduzia artigos, aquelas traduções que não ficam nunca no currículo. Mas nunca tinha pensado virar-me para a tradução, e de repente mudei de vida e o primeiro livro que me dão é o de um autor que eu já tinha lido, de que tinha gostado muito, que me tinha marcado imenso e que ficou a ser para mim o meu autor de eleição! Foi muito engraçado.

MPT - Quando começou a traduzir o “Sputnik Sweetheart”, quais foram as primeiras dificuldades ou particularidades que detectou no estilo dele, e que viveu na pele durante o processo de tradução?

MJL – O “Sputnik, Meu Amor” não apresentou grandes dificuldades estilísticas. É um romance pequeno, um livro um pouco mais ligeiro do que outros como a “Crónica do Pássaro de Corda”, por exemplo, ou o “Kafka à Beira-mar”, que foi um livro difícil de traduzir, muito embora eu continue a achar que a “Crónica do Pássaro de Corda” foi talvez aquele que tenha levantado mais dificuldades a esse nível. Inclusivamente entrei em contacto com o Haruki Murakami para resolver algumas pequenas questões, porque tem vários níveis narrativos e há ali várias questões que se colocam. Este livro do Jay Rubin [Haruki Murakami and the Music of Words], sendo ele um dos tradutores da língua inglesa, avança com algumas dessas questões. Ele começou a ser traduzido tarde em português. Descobriram-no tarde em Portugal; por cá, não começou a ser traduzido pela ordem cronológica. Portanto, agora tentamos acompanhar o ritmo e até posso dizer que temos conseguido publicar os romances mais cedo do que os espanhóis. Nesse aspecto até temos marcado pontos e, de facto, a Casa das Letras tem feito um belíssimo trabalho. Alguns romances já estavam traduzidos em espanhol, em italiano ou em alemão – os alemães são sempre os primeiros, como se vê pelo “1Q84”, que já se encontra editado na língua germânica, antes mesmo de os ingleses o terem feito. Murakami está muito bem traduzido em espanhol e em italiano, tem um ou dois tradutores apenas, corresponde-se com eles. Como sabem, o próprio Haruki Murakami é tradutor. Portanto, ele relaciona-se com os seus tradutores. Quando há boas traduções nós conseguimos equilibrarmo-nos. Eu não traduzo directamente do japonês, gostava de fazer isso um dia, mas é uma língua difícil e agora como tenho uma outra profissão, a de editora, torna-se um bocadinho difícil conciliar tudo. Comecei a aprender a língua mas tive de fazer uma paragem, porque o dia não tem horas suficientes para fazer tudo! Não quando se quer conseguir traduzi-lo a este ritmo, editar as obras dele e colocar a Casa das Letras na vanguarda, conseguindo editar um dos volumes do “1Q84” para o ano que vem. Mas dizia eu que o “Sputnik, Meu Amor” não me ofereceu grandes dificuldades. É um livro que, tirando pequenas questões… lembro-me de uma dúvida que eu tinha ao traduzir … um “chá de cevada”. São coisas engraçadas… do ponto de vista estilístico não me levantou grandes problemas. Agora outros romances… o “Kafka” deu-me bastante trabalho, mas tinha a versão alemã. Os alemães traduzem-no de uma forma um pouco mais seca, reduzem-no ao essencial. Penso que os alemães e os espanhóis são os que fazem o melhor trabalho. Isto tendo em conta que a versão inglesa é uma versão muito próxima do japonês. Eu acompanho a troca de diálogo que ele mantém com os seus tradutores ingleses. O próprio Haruki Murakami, como tradutor, é o primeiro a defender que a tradução é um trabalho criativo. Às vezes perguntam-lhe: “Os seus trabalhos são traduzidos da língua inglesa e não directamente do japonês. Isso não o perturba?”. Ele diz sempre: “Não. Claro que gosto que os meus trabalhos sejam traduzidos do japonês mas que me interessa a mim que uma obra chegue ao público 5 ou 10 anos depois de ter sido lançada? Eu quero que o meu livro chegue no ano seguinte. Quero que as pessoas estejam a par daquilo que eu escrevo, logo que ele é escrito. Acredito que os tradutores fazem um bom trabalho e sei que o meu livro está bem traduzido na língua inglesa.” Ele sabe que conta com tradutores fiéis na língua inglesa, por isso ele conta que depois também os outros tradutores que o fazem a partir da língua inglesa sejam fiéis ao inglês, acredita que não se perca muito pelo caminho. De qualquer forma, hoje em dia, tendo em conta a teoria da tradução, aquela velha questão do “tradutor traidor” perdeu algum sentido. Excelentes teóricos da tradução, como João Barrento, revogam que a tradução é sempre uma recriação do original. É importante captar o espírito da obra, atento à linguagem, sem dúvida. Portanto, este trabalho não me ofereceu grandes problemas… quer dizer, eu sofro sempre um bocadinho a traduzir porque sou uma pessoa ansiosa por natureza, o trabalho do tradutor para mim é sempre um trabalho doloroso. Mas o primeiro [“Sputnik, Meu Amor”] não foi um trabalho diabólico. Tenho uma relação muito intensa com a escrita dele porque eu gosto do que ele escreve. Para mim isso é muito importante. Porque eu entro muito facilmente na obra dele. Gosto do que ele escreve, entendo-o. Leio coisas sobre Murakami, leio as entrevistas todas. É um autor que tem teses publicadas sobre ele lá fora, que é estudado nas universidades, não é um autor menor. Não é por acaso que é falado todos os anos para o Nobel - isto apesar de em Portugal não lhe darem o devido valor em termos da comunicação social. E a nível da linguagem, a nível do trabalho que fez em relação à literatura japonesa… e eu tenho em relação à sua escrita, aos valores que ele defende e ao universo dele uma relação de grande profundidade. Essa identificação, porque somos os dois… não propriamente da mesma geração, é da geração anterior à minha, mas atravessámos períodos semelhantes da história, eu entendo o que ele diz, percebo muito bem… além de sermos ambos filhos únicos. Aquela teoria sobre os filhos únicos é muito curiosa, e eu partilho as ideias que Murakami avança nos seus livros sobre os filhos únicos. Às vezes dou por mim a sorrir, se não mesmo a dar gargalhadas com coisas que ele escreve sobre os filhos únicos porque percebo-o perfeitamente, entendo muita coisa do que ele diz nos seus livros. Há alturas em que me distancio dele e há livros de que gosto mais e de que gosto menos. Mas é um autor que me dá muito gosto traduzir e isso é meio caminho andado. Portanto, voltando ao início da pergunta, não tive grandes dificuldades.

MPT - Gostávamos de voltar um bocadinho atrás, literalmente, mais concretamente à sua infância. Como é que foi, em termos culturais. Já gostava de ler?

MJL - Muito. Sempre. Com o meu pai aprendi a gostar de cinema, embora só um bocadinho mais tarde. Mas a leitura… não sei explicar porquê, se calhar por ser filha única, os livros funcionaram sempre como os melhores amigos, um bocadinho como refúgio. Lembro-me de ler em todas as alturas, antes do tempo determinadas obras, as obras proibidas. Deitava-me muito cedo por imposição maternal, mas lia com uma pilha daquelas pequeninas. Lembro-me perfeitamente do objecto. Às vezes ando naquelas feiras à procura, passo assim os olhos pelos objectos que estão a ser vendidos e digo “se eu encontrar uma pilha parecida com aquela…”. Se encontrasse uma pilha daquelas comprava-a, porque aquilo era um objecto de estimação, de culto. Lia debaixo dos lençóis para a minha mãe não ver porque havia uma altura em que vivíamos numa casa que tinha daquelas portas que têm um vidro em cima - portanto tinha que apagar a luz. Estava na cama às 8:30h, e isto assim com 10, 11 anos! Portanto eu lembro-me de ler sempre, sempre, sempre, de estar sempre a ler. Ainda hoje sou uma devoradora de livros. Não consigo conceber a vida sem ler, tenho livros em todo o sítio, dentro do carro, na mala, não posso pensar que sou apanhada numa circunstância qualquer e que não tenha um… ficar fechada num elevador, por exemplo! Sou um bocado claustrofóbica, e não ter um livro…

MPT - Tem autores favoritos?

MJL - Eu não consigo, de facto, ter um autor favorito. Àquela pergunta “que livro levaria para a ilha deserta?”, confesso que tenho muita dificuldade em responder. Eu sei que livro levaria para a ilha deserta porque - tinha de responder a isto com uma pistola apontada à cabeça, claro - era William Shakespeare. Porque dentro das Obras Completas de “William Shakespeare” acho que está a literatura toda lá dentro: tem poesia, drama, romance, teatro, tem tudo. É um autor completíssimo, inesgotável. Eu dei Shakespeare na faculdade e a pessoa pode estar sempre a lê-lo que nunca o descobre completamente. Voltando à questão da ilha… as pessoas respondem normalmente que levam o “Ulisses”, de James Joyce, que eu nunca li; ou que levam “D. Quixote de La Mancha”, que eu também nunca li, e tenho de ler. Acho que o “Ulisses” nunca vou ler, confesso, mas o Cervantes vou ler de certeza, toda a gente me diz que sim, e está na minha agenda para fazer isso o mais rapidamente possível. Eu estou a ler o “Submundo”, do Don DeLillo, que é um autor americano que me diz imenso, e esta, por sinal, uma obra fascinante. Gosto do Raymond Carver, que é um autor de eleição do Murakami - traduzido por ele -, de quem ele ficou amigo numa viagem que fez aos Estados Unidos. O Carver morreu pouco antes de uma visita que prometera ao Murakami e eu fiz uma nota de rodapé num dos livros dizendo que o Murakami tinha feito uma cama especial porque o Carver era um homem enorme, cama que está numa das casas que Murakami tem, mas que o Carver nunca pôde estrear porque entretanto morreu antes de essa tal viagem que tinha combinado. Estiveram juntos mais do que uma vez, mas numa única visita. Passaram uma tarde muito engraçada em que beberam chá. Nessa altura o Carver tinha deixado de beber, porque era alcoólico e fez várias curas. E fez um poema muito giro que está neste livro do Jay Rubin: “Educadamente bebendo chá”, chama-se assim o poema que descreve a tarde que eles passaram a falar de basebol e dos seus autores preferidos. O Carver é muito importante para mim porque os diálogos dele são extremamente importantes para a forma como eu traduzo os diálogos do Murakami. Ou seja, quando estou a traduzir tenho sempre um Carver à minha mesa-de-cabeceira. Acho que é sem dúvida um dos autores preferidos do Murakami; uma paixão comum que nós temos. O Murakami diz mesmo que o Carver mudou a maneira de ele ver a literatura, depois de muito novo ter lido um conto dele - “Tanta água tão perto de casa” – um conto perfeitamente fantástico. Mais… Joyce Carol Oates, Virginia Woolf… são tudo autores muito diferentes. O Faulkner. Os russos, que são tão importantes para o Murakami como para mim. O Dostóievsky que é capaz de ser o escritor preferido do Murakami, mas isso só ele é que pode dizer. O Tólstoi também. E gosto de tantos outros… Anita Brookner… os portugueses: Mário de Carvalho, Luísa Costa Gomes, Lobo Antunes - na fase inicial, e agora acho que ele está-se a aproximar-se outra vez da escrita de que eu gosto. O Ian McEwan, que é um dos autores que eu releio mais vezes. Philip Roth também é muito importante. O Calvino, David Mitchell, outro autor actual de que eu gosto muito. E o Charles Dickens - o Dickens é um autor de que eu gosto muito. Borges, Sebald, Cormac McCarthy, são tantos…

Continua...

7 comentários:

Bordado Inglês disse...

Obrigada por este delicioso momento de leitura.

Jacqueline' disse...

Gostei imenso! Que momento magnífico vocês devem ter passado :)

p a t r í c i a * disse...

Também gostei muito! Mal posso esperar pela segunda, terceira e quarta parte!

Efémera disse...

Raios, eu não nem estava para ler o resto (início) da entrevista, mas continuei e por amor de deus! Porque raio é que a jornalista (note-se que não é tradutora, não sei porque é que insistem em pôr jornalistas a escrever quando estes não o sabem fazer, de forma geral) insiste em O Murakami faz isto e eu também, gosto dos russos, que são importantes para mim e para Murakami, credo, que DIARREIA MENTAL!!!

Será que sou a única a achar que isto não é NADA normal, de todo? É uma entrevista profissional, supostamente, não é estar constantemente a fazer comparações. Murakami é um génio da escrita mas também é uma pessoa normal, como todos nós, qual a necessidade disto, a sério, expliquem-me!

Por amor de deus, não se tornem profissionais que depois dizem que não têm credibilidade! Porque a sério, para quem lê isto, parece uma entrevista faz-de-conta! Nem parece uma tradutora a sério (que não é na verdade), nem diz nada de jeito. Já na entrevista mais recente tinha lá umas parvoíces como "quem não é culto pode ler o livro, mesmo sem perceber chega ao fim", aproveito para dizer que sim, que quem não é culto pode ler perfeitamente o livro porque isso não implica a inteligência, mas aproveito para dizer que ler um livro até ao fim toda a gente consegue, agora só gostava que me explicassem qual é o objectivo de ler um livro sem compreender. Bem, deve ser como traduzir sem se ter qualquer formação, creio eu.

Enfim.

t i a g o disse...

Quer-me parecer que a expressão "Diarreia Mental" é claramente exagerada, senão mesmo no limiar do ofensivo. Efémera, não vou eliminar os seus comentários, mas peço apenas que tenha atenção a esta divisão que existe entre o que é educado e o que não o é.

De resto, obrigado por deixar a sua opinião.

Tiago

PS: Esta entrevista não é profissional. Tanto eu como a Marta somos estudantes, temos este blog como hobby, e fomos realizar esta conversa "na desportiva". Para nós teve um muito bom resultado. :)

Efémera disse...

Admito que exagerei quanto à expressão usada e apresento as minhas desculpas.

No entanto, como estudante de Tradução, vejo demasiadas falhas em certas coisas que creio que poderiam estar muito melhor. Obviamente toda a gente dá erros. Mas como deve compreender, também é frustrante saber que em Portugal há profissionais aptos a um trabalho deste calibre, e que são preteridos em detrimento de uma jornalista, com pouco conhecimento da cultura japonesa (aliás, pelo que é dito na entrevista, conhecimentos nulos antes de Murakami), e ainda para mais, terem optado pela tradução da tradução, que é uma perda enorme. E há quem em Portugal faça traduções (sublimes) do japonês. Ainda noutro escrevi um artigo sobre isso para uma das minhas cadeiras.
Compreenda, também, que já li várias obras japonesas de autores não tão influentes como Murakami que mereceram uma tradução e um cuidado muito superior ao que é dado a este belíssimo autor.
A entrevista pode não ser profissional, mas é dada por uma suposta profissional e por muito informal que seja o ambiente, nunca isso deve ser dado como desculpa para comentários do teor que referi nos meus comentários anteriores. Pronto, esta é a minha opinião.

Quanto ao Underground, eu gostei muito do livro, se bem que não tem nada da ficção à qual fomos habituados, mas é um documentário (penso ser adequado chamar-lhe isso) extremamente interessante, chocante, importante e relevante. É um livro que deveria ser lido por todos para perceberem que quando os ataques ocorrem, não é "ah, lá vão mais não sei quantos para o galheiro, é chato mas é a vida", que é uma atitude que vejo ser muito recorrente no dia-a-dia. É preciso ver que, quando morre alguém de uma forma tão injusta e tão horrível, morre essa pessoa e um bocadinho de cada familiar, de cada amigo, de pessoas para quem a vítima era a razão de viver (seja namorados, maridos/mulheres, pais, etc). É arrasador e está escrito soberbamente. Diferente, mas tão digno de figurar no pódio pelo excelente trabalho e pelo documento sério que é. Bem, queria apenas deixar a minha opinião quanto ao livro. :)

O blog é uma ideia interessante, e a ideia da entrevista à tradutora é uma ideia interessante também, simplesmente não gostei das opiniões dela, adicionado ao facto de eu também nunca ter apreciado particularmente o trabalho dela, e isso leva a que eu não tenha gostado da entrevista, é só.
Não por parte dos entrevistadores, muito obviamente.

Cumprimentos,

Anónimo disse...

Hey, I am checking this blog using the phone and this appears to be kind of odd. Thought you'd wish to know. This is a great write-up nevertheless, did not mess that up.

- David